De fevereiro a novembro de 2026, estamos desenvolvendo a Estratégia para o fomento dos principais APLs da sociobiodiversidade na Amazônia Legal.  

Este projeto é executado pela Sudam e financiado pelo PNUD, e se engloba dentro do componente 3 do projeto BRA/21/005, que busca fortalecer e capacitar a Sudam com conhecimentos, ferramentas e metodologias que aprimorem sua capacidade de implementação, monitoramento e avaliação de seus planejamentos estratégicos de curto, médio e longo prazos, que visam o crescimento sustentável da região, contribuindo assim para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável no Brasil.

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O projeto é implementado por um consórcio de três empresas nacionais especializadas em APLs, desenvolvimento regional, e Amazônia Legal. 

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O projeto tem como objetivo a elaboração da estratégia para o fomento dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) da sociobiodiversidade na Amazônia Legal, e está dividido em cinco fases:

  • Diagnóstico inicial que serve de base para a elaboração da estratégia.
  • Desenho da estratégia de fomento dos APLs.
  • Construção da estratégia de implementação.
  • Plano de monitoramento e avaliação.
  • Apresentação final da estratégia.

Apresentamos a seguir um gráfico da metodologia de forma resumida:

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Este trabalho será executado em 9 meses. A seguir se apresenta o cronograma de trabalho detalhado semana a semana.

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Atualmente, na semana do 25 de maio de 2026, semana 14 de projeto, a equipe de consultoria já tem identificado os principais gargalos para o desenvolvimento dos APLs e também os APLs mais relevantes segundo a documentação revisada, análise quantitativa, e entrevistas realizadas. Neste momento, é oportuno fazer uma consulta pública para receber comentários sobre a análise dos gargalos e dos APLs. 

Arranjo Produtivo Local (APL) é uma concentração num território de agentes econômicos (empresas, cooperativas, associações, produtores), políticos e sociais, incluindo instituições de apoio, que estão num mesmo negócio (atividade produtiva no sentido amplo), que apresentam vínculos significativos de interação, cooperação e governança local, e que têm desafios comuns de competitividade e sustentabilidade, o que incentiva que colaborem para superar esses desafios de forma mais eficaz (melhores resultados) e eficiente (melhor retorno sobre os investimentos realizados).

De modo geral, a sociobiodiversidade é associada à interação entre biodiversidade, sistemas produtivos territoriais e modos de vida de povos e comunidades tradicionais, constituindo uma base estratégica para políticas de desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a sociobiodiversidade pode ser entendida como: O conjunto de recursos, produtos, conhecimentos e práticas produtivas associados à biodiversidade dos biomas brasileiros e aos modos de vida de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, cuja utilização sustentável estrutura cadeias produtivas, promove inclusão produtiva, contribui para a conservação ambiental e constitui base estratégica para o desenvolvimento territorial e regional.

Os APLs são realidades similares mas não equivalentes aos Núcleos de Desenvolvimento da Sociobioeconomia (NDS) que são estruturas territoriais colaborativas, apoiadas pelo Programa Nacional de Sociobioeconomia (Prospera) do Ministério do Meio Ambiente, focadas em integrar comunidades locais, cadeias produtivas sustentáveis (como açaí, castanha, óleos) e acesso a mercados. Eles atuam como hubs regionais para fortalecer negócios de impacto, conservação ambiental e desenvolvimento social. 

As principais diferenças entre APL e NDS é que o APL está focado num negócio sustentável, que já tem uma relevancia econômica, e com uma governança, e pelo tanto já passou pelos primeiros estágios de capacitação e organização produtiva, e se encontra num momento de sofisticação da estratégia de posicionamento de mercado, de agregação de valor, de inovação, de melhorar o impacto ambiental, e em geral de alcançar um novo patamar para o que precissa construir novas competências.  

O desenvolvimento de iniciativas de fortalecimento de APLs é uma política pública amplamente aplicada na Europa e em outros países. No Brasil, actualmente, o melhor exponente de estratégia de fomento de APLs são as Rotas da Integração Nacional do Ministerio da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), que apoia cerca de 79 APLs organizados em 12 rotas produtivas, sendo 11 deles situados em territórios da Amazônia Legal. 

A Sudam identificou a necessidade e potencialidade de impulsar uma nova estratégia com o apoio do PNUD e dos parceiros regionais. 

A nova estratégia de fomento dos APLs da sociobiodiversidade na Amazônia Legal, definirá os APLs para participar e como fortalecê-los, mas alguns pontos críticos já identificados são:

  • Os APLs que participem devem ser da sociobiodiversidade, ter uma relevância econômica significativa em termos de produção ou produtores, ter impacto ambiental e social positivo, ter um capital social ou governança estruturados com instâncias de tomada de decisões estratégicas.   
  • Se trabalhara para definir uma visão estratégica de longo prazo, a melhora da governança, ter uma gestão profisional, e a definição e apoio a projetos de alto impacto para o APL. 

Pode acessar à consulta pública no site da Sudam.

No dia 11 de junho de 2026 será feito o lançamento do projeto para explicar seus objetivos e atividades. Acontecerá na sede da Sudam, em Belém do Pará, e haverá retransmisão online. Em breve estaremos divulgando os detalhes. 

Em breve mais informações sobre o projeto serão disponibilizadas.


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